De fora e de dentro

De fora e de dentro

Nos últimos 18 anos, foi de doer o desmonte interno e externo do país

O Brasil tem duas vertentes de sua história atual pra rearranjar, depois de longa destruição nesses últimos 18 anos. Um pouco pra trás também. Mas, nesses 18 anos, foi de doer o desmonte interno e externo do país.

Por dentro, o próximo governo terá muitas frentes pra arranjar a fim de dar o mínimo de produtividade e segurança jurídica ao país. Tudo é inadiável. Enfrentar reformas da segurança pública, tributária, previdenciária, da política, do funcionalismo público, das universidades públicas transformadas em escolas de ideologias, da educação que desce o morro ano após ano. Resolver gargalos propositalmente colocados no caminho do funcionamento do país, através de órgãos muito mais ideológicos do que funcionais, como o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, a Funai e o Incra.

Combater a corrupção que hoje marca profundamente o funcionamento de todos, sem exceção, órgãos públicos na administração direta, na indireta e nos poderes. Pra não falar das estatais. Desaparelhar a máquina esquerdista do Estado, marcada pra empreguismos e pra não deixar as coisas andarem por meio de uma burocracia absurda. Isso é tarefa pra muitos anos. Vários governos.

No campo externo, o mundo olha pro Brasil dentro da ótica da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, pra quem o “o mundo deixou de se interessar pelo Brasil”. Ou, “Corrupção igual à do Brasil, só o Brasil aguenta”.

Restabelecer relações diplomáticas com países importantes do mundo, na ótica dos interesses nacionais maiores e deixar de lado a preferência por republiquetas como Venezuela, Bolívia, Equador e Cuba e outras africanas.

No plano interno e externo mais do que urgente será restabelecer a ordem jurídica e mostrar ao mundo que no Brasil as leis valem pra todos. Ao contrário de hoje quando o Judiciário julga cada caso por óticas diferentes usando a mesma lei. Razões? Ideologia, dinheiro, desinteresse e em alguns casos despreparo dos magistrados. Conter a retaguarda militante e quase sempre contaminada por ideologias do Ministério Público. Enfim, rever essa Constituição enlouquecida que temos.

O curioso é que o mundo nunca teve tanto dinheiro liquido  pra investir em infraestrutura de estradas, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, meio ambiente, projetos de sustentabilidade e minerais. Mas a cada vez que o STF julga ou re-julga uma lei de modos diferentes ou autoriza absurdos, o mundo encara como um tapa na cara e torce o nariz pro Brasil. Como investir bilhões numa republiqueta?

Voltarei ao assunto, mas deixo aqui a certeza de que não há saída pro Brasil diferente de se auto-rever, se rediscutir e se reescrever. Tanto pela passagem petista na sua gestão, como pela sua história confusa e desinteressante em muitas fases de sua vida.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.