Câmara debate projetos fundiários e agricultura familiar

Na sessão desta segunda-feira (10.06), vereadores da Câmara Municipal de Barra do Garças manifestaram preocupação com o segmento produtivo da agricultura familiar. Na tribuna, o debate teve início a partir de temática sobre regularização fundiária,  em loteamentos urbanos e em projetos de assentamentos rurais no município. Sendo questionados apoio e assistência de órgãos competentes para garantia de posse e estabilidade de implantação.

Entre fatores relevantes para produtividade na agricultura familiar, além de empenho de gestão pública, a elaboração de projetos, criação do sistema associativo e/ou cooperativo, o direcionamento para mercado de consumo, visando fonte de renda.

Na sessão, alguns vereadores citaram como fator de concorrência, pontos para comercialização e o incentivo à produção de alimentos, que poderiam estar sendo destinados para atender demanda da merenda escolar no município e disponibilizados para abastecer mercado interno.

Também, para atender o produtor rural, ajustes de organização do sistema de fiscalização sanitária, com implantação e regulamentação de abatedouro público para liberação de venda de carnes, em feira livre, ou, com a construção de um mercado do produtor. 

A falta de incentivo à formulação de projetos para manejo na produção sustentável, recursos, infraestrutura de construção e manutenção de estradas, plano de fornecimento do sistema hídrico, são fatores que penalizam e dificultam avanço de produtividade em projetos de assentamentos. Fatos que precisam ser repensados para impulsionar o desenvolvimento econômico. “A administração municipal tem que voltar os olhos para essas comunidades”, disse o vereador Dr. Joãozinho, presidente da Mesa Diretora.

Encerrando discussões sobre a temática, o presidente da Casa sugeriu a realização de reunião das comissões internas e convocação do executivo municipal, com participação de técnicos para tratar sobre apoio e também das regularizações de áreas urbana e rural. É preciso “construir as bases” e “construir pontes de interlocuções”, para acelerar ações na busca de decisões e parcerias, federal e municipal.

 

Por; Fátima Rodrigues/ JTA