Universidades e pesquisadores de MT e MS discutem consolidação do INPP

07/07/2017 11:11

A estruturação do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) foi discutida, nesta quinta-feira (06.07), por universidades Públicas de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul e representantes do Museu Paraense Emílio Goeldi, juntamente com pesquisadores. Eles participaram do 1º Seminário sobre a consolidação do INPP, realizado em Cuiabá. O instituto foi um dos dois no país que não foram estruturados em 2014 pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI).

Instituições como a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vêm concentrando esforços junto ao MCTI, a fim de que o INPP seja estruturado e abra consulta pública para escolher a diretoria. Atualmente, o INPP funciona como um campus avançado do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Durante a mesa-redonda temática "Diálogos sobre a consolidação do INPP", com mediação da coordenadora das ações de pesquisa do INPP, professora Maria de Lurdes Ruivo, foi destacada a importância dessa estruturação e como isso impactaria de forma positiva as ações de pesquisa sobre o Pantanal. Como resultado do Seminário, foi redigida uma carta assinada por todos os presentes, cobrando uma ação imediata do MCTI nesse sentido.

A coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Emílio Goeldi, Ana Vilacy, ressaltou como tem sido importante a articulação das universidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no sentido de estruturar o INPP. Ela elencou que é fundamental estabelecer novas agendas e estratégias, a fim de que mesmo com a crise pela qual o Brasil passa, o instituto possa ser de fato estruturado e se torne autônomo, o que permitirá que se lance em novos desafios no âmbito da pesquisa no Pantanal.

O vice-reitor da Unemat, professor Ariel Lopes Torres, lembrou que os gestores das universidades vêm cobrando de forma contundente um posicionamento político tanto do MCTI como também do Governo do Estado, para que o INPP seja de fato uma unidade autônoma e estruturada. Ele salientou que a realização desse seminário é uma das formas de  avançar nesse sentido.

Ainda no seminário ocorreram a apresentação de como funciona um Projeto de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (Peld), pela representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Márcia Brito, e o lançamento do Peld Pantanal, que foi aprovado pela Unemat como instituição proponente. Este projeto "Dinâmicas ecológicas na planície de inundação do Alto Rio Paraguai" foi apresentado pela professora da Unemat, doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Carolina Joana da Silva, e Fernando Xavier, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Daniel Kanteck, do ICMBio/EET.

Também foram lançados no evento a revista Geopantanal, que está na 6ª edição, e o livro “Escassez hídrica e restauração ecológica do Pantanal: Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego no Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”, organizado pelos professores Alessandra Aparecida Elizania Morini Lopes, Fernando Ferreira de Morais, João Ivo Puhl e Solange Ikeda Castrillon.

A mesa de abertura foi composta pela coordenadora de pesquisa e pós-graduação do Museu Goeldi, Ana Vilacy; pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin; Pró-reitor de Pesquisa da UFMT, Germano Guarin Neto; pela professora Maria Rita Marques, da UFMS; pela analista em Ciência e Tecnologia do CNPq, Marcia Aparecida de Brito; coordenadora do Peld Pantanal e da Rede Bionorte, Carolina Joana da Silva; e Solange Ikeda Castrillon, organizadora do livro.

 

Fonte: Unemat/Gcom-MT