UNEMAT - 'Mudança de foco' será a tônica dos debates em Confresa

19/11/2015 19:46

        Prefeitos, vereadores, secretários municipais e membros da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) estarão reunidos na próxima quarta-feira, 25.11, em Confresa com a meta de debater as perspectivas de incremento e expansão dos cursos propostos pela instituição no Araguaia. Neste contexto será colocada em análise a implementação de cursos que realmente coadunem, ou seja, tenham maior afinidade com a vocação e/ou aptidão produtiva do Norte Araguaia. As discussões terão início às 14h30, na Câmara Municipal.

        Gradativamente, uma nova percepção tem tomado as discussões sobre a formação de um novo perfil de profissionais, capazes de promover as mudanças dentro de sua própria região. Mecanismos para a formação de mão de obra nas áreas de Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária entre outras, podem garantir o esteio necessário para uma grande evolução econômica e social no Araguaia. Não menos importante, cursos nas áreas humanas como Administração, Direito, Contabilidade podem promover a formatação de uma teia empreendedora de relacionamentos e expansão cultural na região.   

        Atualmente, a UNEMAT no Médio Araguaia é formada pelos cursos de Licenciatura em Química, Pedagogia, Biologia e Espanhol no campus de Luciara; Letras com habilitação em Espanhol, Letras com habilitação em Inglês e Ciências Sociais em Confresa, e os cursos de Educação Física e Ciências da Computação em Vila Rica. Recentemente, o Araguaia conquistou a implantação dos cursos de Engenharia Civil no campus de Nova Xavantina, e de Direito em Vila Rica.

        Nos últimos anos, a inconstância no repasse de recursos e o sucateamento dos campi, obrigou a universidade a adotar o regime diferenciado. Nenhum dos cursos ofertados na região obedece ao regime regular, aqueles onde são realizados vestibulares anualmente dando inicio a uma nova turma a cada semestre. No Araguaia, o regime é diferenciado, onde a cada quatro anos uma turma se encerra, e a continuidade do curso passa por uma avaliação orçamentária que definirá a abertura de novas turmas ou o encerramento do curso.  

        Tal insegurança aflige a população e reforça o estigma de uma região fragilizada e subjugada pelas políticas de ensino. 

Naiara Martins/Assessoria