Sema adere à campanha de prevenção ao câncer de mama

27/10/2015 13:39

Com enfoque na prevenção e diagnóstico precoce, servidores participam de palestra que dá início às programação da ‘Semana do Servidor’. Para secretária Ana Luiza Peterlini, primeira mulher à frente da Sema, não há como falar em meio ambiente saudável sem investir em qualidade de vida -


        Os casos de câncer de mama descobertos precocemente têm até 95% de chance de cura. Durante palestra aos servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), na segunda-feira (26.10), a secretária Ana Luiza Peterlini - que é promotora da Justiça em Mato Grosso e a primeira mulher a estar à frente da pasta - frisou a importância da conscientização sobre o tema no órgão ambiental, que possuiu no quadro de funcionários da sede quase 50% de mulheres, o que equivale a 340 pessoas. “Nós aderimos à campanha Outubro Rosa por entender que meio ambiente é um tema transversal, que passa também pela saúde e qualidade de vida do ser humano".
        Esta programação dá início à 6ª Semana de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho, promovida pela Gerência de Qualidade de Vida da Sema. O evento, que segue até quinta-feira (29.10), tem diversas atividades voltadas ao bem-estar dos funcionários. A palestra da radiologista do MT Mamma, Rita Mares, trouxe a importância da prevenção e do tratamento na fase inicial da doença. O autoexame deve ser feito todo mês, sete dias após o período menstrual. As mulheres que não menstruam por estar na menopausa ou por alguma outra situação, como a retirada do útero, devem realizar o procedimento em qualquer período do mês.
        O autoexame pode identificar: retração da pele, saliência, saída de secreção ou ferida em torno do mamilo, nódulos e caroço na axila. Se algum desses sintomas for encontrado, Rita informa que não é motivo para se desesperar, pois é mais comum ser cisto ou nódulo benigno. Rita lembra que o autoexame não substitui os exames médicos, é necessário que mulheres acima dos 40 anos façam mamografia anualmente. E aquelas que têm a doença no histórico familiar deve fazer a mamografia a partir dos 35 anos. “Olhe sua mama no espelho, analise se não há alguma deformidade. Em seguida aproveite a hora do banho e ensaboe a mama e as axilas. Com as pontas dos dedos, percorra toda essa área com movimentos circulares. O sabonete faz a mão deslizar com mais facilidade”, orientou.
        A especialista lista alguns dos fatores de riscos do câncer de mama, entre eles estão a menstruação precoce (antes dos 12 anos); a menopausa após os 55 anos; o fato de a mulher nunca ter tido filho ou ter sido mãe após os 30 anos; o uso de anticoncepcional; o caso da doença na família de primeiro grau (mãe, irmã ou filha); a terapia de reposição hormonal; entre outros fatores. “Se a pessoa se enquadra em algum desses fatores, ela é propícia a ter o câncer, mas isso não significa que ela vai ter”.
        A analista do meio ambiente da Sema, Elisa França, 48 anos, parou um pouco seus afazeres na secretaria e foi conferir o evento, ela defende que é importante que o câncer de mama seja desmistificado, porque para muitas pessoas ainda é um tabu. “Embora algumas mulheres tenham conhecimento da doença, elas não realizam nenhum exame porque acreditam que só a outra pessoa terá câncer e elas não”. Elisa é adepta do autoexame e da mamografia, mas ela defende que além das consultas ao médico, a participação em palestras sobre o tema é gratificante, pois amplia o conhecimento de como prevenir e enfrentar a doença.

Superação

        Cleuza Dias Leite, 55 anos, é voluntária e assistida do MT Mamma. Anos depois de perder sua irmã durante uma batalha contra o câncer de mama, em 2007, ela descobriu que também tinha a doença. Ela lembra que os primeiros meses não foram fáceis, sua mãe ficou muito abalada, nem a acompanhava nos exames. Mas ela manteve a fé porque o câncer tinha 30% de cura. “Chorei muito, mas não tive medo, raspei o cabelo duas vezes, perdi quase todos os pelos dos cílios e das sobrancelhas, retirei parte da mama. Muitos deram minha sentença de morte, só que eu venci”. Hoje Cleuza esta curada e desde 2010 é voluntária na instituição que oferece apoio às mulheres de todo Estado. Ao palestrar sobre sua batalha, afirma se sentir realizada em encorajar outras mulheres a saírem da depressão para ver uma luz no fim do túnel.

Seja um voluntário

        O MT Mamma nasceu em 2009 e desde então auxilia pessoas com câncer de mama. Hoje a entidade atende 150 pessoas e para dar suporte a elas a associação conta com o apoio de voluntários que ajudam na elaboração e execução de programas educativos. Durante o tratamento aos assistidos, tanto homem quanto mulher, podem receber atendimento psicossocial, orientação jurídica, realizar terapias complementares, praticar aulas de hidroginástica, pilates, meditação, yoga, entre outras atividades. Além disso, eles também podem emprestar perucas, lenços e chapéus disponíveis na entidade.
        Para ser um voluntário da causa é necessário ir até a associação, localizada na Rua Amâncio Pedroso de Jesus Neto, n°11, quadra 13, no bairro Jardim Petrópolis, em Cuiabá, preencher um formulário e escolher a atividade que pretende realizar e participar de uma capacitação voltada para apoiadores. E para ser um assistido, a pessoa também deve comparecer ao local e preencher um formulário. Outras informações podem ser obtidas através dos números: (65) 3052-8758 / (65) 9694-5272/ (65) 8143-5252 / (65) 9265-4169 ou no site www.mtmamma.com.br .

 

 

 

Assessoria/ Sema-MT