Painel debate rendimento em pecuária com sustentabilidade e emprego de tecnologia

26/05/2017 09:52

Governo do Estado de Mato Grosso e o Santander Brasil realizaram nesta quinta-feira (25.05), em Cuiabá, o Seminário de Agronegócios: A Força do Campo, um debate com autoridades, especialistas do setor e empreendedores rurais sobre a relevância de um dos principais setores da economia brasileira.

O painel “A marcha do gado – por uma pecuária mais produtiva e sustentável”, onde o tema se voltou para uma pecuária sustentável, com emprego de tecnologia e transparência entre os atores da cadeia produtiva e com o consumidor. O painel contou com a participação do presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Wagner Bacchi, do diretor executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, e do diretor da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Eduardo Moura.

De acordo com Bacchi, Mato Grosso tem capacidade de abate de 24 mil cabeças/dia. “O produtor precisa ter em mente de que o produto dele é a carne. Mato Grosso é o segundo maior exportador de carne do país, e o Imac tem como objetivo promover a carne mato-grossense”.

 

Bacchi ressaltou que o Imac é uma gestão compartilhada, e que o sistema operacional será uma das ferramentas de transparência tanto para o produtor quanto para os frigoríficos. “O Sistema Eletrônico de Informação das Indústrias de Carne (SEIIC), garantirá transparência do processo de pesagem da carcaça dentro da indústria”.

O presidente do Imac disse ainda que os critérios de validação junto ao Instituto, são rastreabilidade e cumprimento de indicadores socioambientais, além dos desafios que envolvem a eficiência da produção, e um consumidor mais consciente do que quer.

O diretor executivo da Acrimat, Luciano Vacari, destacou o papel da pecuária de corte para o desenvolvimento do Estado. “A pecuária de corte contribuiu para o desenvolvimento do Estado. De pecuária de subsistência para uma pecuária eficiente, sustentável que ainda tem muito a fazer por Mato Grosso”.

Vacari pontuou ainda que ao comprar carne, o consumidor quer qualidade, algo que deve estar agregada ao valor do produto. “Ao comprar carne o consumidor quer sanidade, qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e a constância desse produto”.

Conforme dados do Imea, a pecuária mato-grossense cedeu 4 milhões de hectares para a agricultura, e mostram que o Estado tem produzido mais em menor espaço, com qualidade e com o emprego de tecnologias, como os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e lavoura-pecuária (ILP).

O diretor da Assocon, Eduardo Moura, ressaltou a importância da produtividade e de ter um instituto que represente a cadeia da carne, como o Imac. “Precisamos ter produtividade, não podemos repassar a conta para o consumidor. O país precisa ter a mesma visão que o governador Pedro Taques, que teve a iniciativa de criar o Imac, e criarmos um instituto brasileiro da carne, para que possamos fazer marketing e pesquisa da carne, e ter alguém que nos represente. Isso é uma necessidade e o Imac é prova disso”.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Ricardo Tomczyk, encerrou o seminário ressaltando a qualidade dos debates. “Foram temas muito relevantes, com abordagens interessantes. Uma grande oportunidade que tivemos de fazer avaliações do cenário, das cadeias produtivas, tecnologias que estão sendo desenvolvidas e o que esperamos do agronegócio”.

 

Tomczyk destacou que Mato Grosso com a sua característica agro, tem um desafio ainda maior do que o restante do país, pela sua distância, mas que tem um potencial que é indiscutível. “Nosso grande desafio é transformar e temos trabalhado para acelerar o processo de verticalização, geração de emprego e distribuição de renda”.

Seminário

O Seminário “A Força do Campo”, realizado pelo Santander Brasil em parceria com Governo do Estado de Mato Grosso. Pela manhã, o governador Pedro Taques, participou da abertura do evento, onde apresentou os potenciais do Estado, na palestra “A Força do Campo – o papel decisivo do setor no desenvolvimento do país”.

Foram realizados tambémos painéis: “As três dimensões do Agro Sustentável – Econômica, Ambiental e Social”, “Muito além da commodity – Transformar para agregar valor à produção”, e “A evolução da lavoura – Como potencializar as cadeias de grãos e fibras?”.

 

Fonte: Sedec-MT