Acordo e Conferência de Clima da ONU são destaques na imprensa

18/11/2016 03:29

A eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos no ultimo dia 8 de novembro estremeceu o mundo e, principalmente, os ambientalistas. Trump prometeu durante sua campanha cortar incentivos às energias renováveis e abandonar o acordo climático de Paris, já ratificado por 102 países, incluindo os Estados Unidos e o Brasil. A imprensa cobriu exaustivamente o tema, uma vez que desde o dia 7 de novembro ocorre, em Marrakesh, no Marrocos, a Conferência de Clima da ONU-COP 22.

A entrada em vigor do acordo de Paris, às vésperas da COP 22, foi outro assunto que mereceu destaque na mídia no início do mês. A boa notícia, no entanto, foi acompanhada de um alerta que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) fez um dia antes ao início de vigência do acordo: o mundo só vai alcançar a meta de 2°C se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido no acordo de Paris.

Aqui no Brasil, a pressão da imprensa e das organizações não-governamentais funcionou e o presidente Temer afirmou, em carta enviada ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que vetará o artigo 20 da Medida Provisória 735 que prevê a criação de um programa de modernização para implantar novas termelétricas a carvão mineral no país entre 2023 e 2027. A decisão do veto, entretanto, não repercutiu muito na mídia. O incentivo ao carvão é tido como um retrocesso energético que pode colocar em risco o cumprimento das metas climáticas assumidas pelo Brasil.

 

 

Fonte: Mídia e Amazônia